Quando você precisar, faremos nosso melhor.

 

fisioterapiapós-operatório cirurgias plásticasTerapia ManualSaiba o que é artrose de quadril - Clínica de Fisioterapia Dra. Iranilda Moha - CDM

Artrose de quadril

Você sente dor na região da virilha e nos glúteos a algum tempo?

Praticou esportes de impacto por muitos anos?

Está sobrepeso ou sofre com a obesidade?

Nos últimos anos você está sedentário ou não fez fortalecimento dos glúteos?

Você tem mais de 40 anos?

Se você respondeu sim a essas perguntas, você pode estar com osteoartrose, uma degeneração na cartilagem. A osteoartrose também conhecida como osteoartrite, trata-se de uma doença reumática degenerativa crônica, que provoca o desgaste das cartilagens dos ossos. 

Em todas as juntas/articulações da nossa perna e quadril, temos uma cartilagem, que é um tecido branco e liso que cobre a ponta dos  ossos. E essa cartilagem impede que um osso bata no outro. A cartilagem não dói, porque não tem terminações nervosas, mas o osso tem. Assim, por termos cartilagem, conseguimos movimentar os pés,joelhos, quadril sem dor alguma.

Porém, após uma fratura, trauma,  a cartilagem pode se lesionar, ou no caso da doença degenerativa a cartilagem começar a sumir e, neste momento, começamos a raspar osso com osso. E, ao contrário da cartilagem, o osso é um tecido que dói muito.

O que você pode sentir

-dor no quadril, nas nádegas, na região da virilha ou na coxa

-dificuldade de sentar e levantar e precisar ser feito lentamente

-dificuldade de cruzar a perna e por calçado

-bloqueio articular, trava o movimento

– fraqueza muscular como uma dificuldade de sustentar o quadril quando fica em uma só perna

-com isso, você precisa achar posição que alivie a dor e acaba ficando meio torto ao deitar

-dor ao ficar em pé por muito tempo

-não consegue ficar numa perna só em pé sem requebrar o quadril, parece que não sustenta o quadril

-você tem dificuldade de subir escada ou dói muito depois

-viajar de carro (entrar e sair do carro) é desafiador

-você cai como se não conseguisse segurar o corpo

Como é feito o diagnóstico de artrose?

Quem diagnostica a doença de osteoartrose é o médico especialista como reumatologista ou ortopedista. Esse diagnóstico é feito a partir da consulta com o paciente, em especial o quanto essa dor afeta e limita as atividades do dia a dia e também por meio do exame físico como testar os movimentos do quadril, verificar a presença de dor e inchaço.

Os exames mais utilizados para confirmar o diagnóstico são  como raio-X ou mesmo uma ressonância magnética.

No raio x a  osteoartrose se apresenta uma diminuição do espaço articular entre o osso fêmur e o acetábulo do osso pélvico. Com o tempo, sem a presença da cartilagem os ossos o que não impede o movimento da articulação, porém os ossos compensam essa falta e pode dar sinais e ter a presença de esporão ósseo chamados de osteófitos. Esse atrito de osso com osso no local, resulta em dor.

No exame de ressonância magnética é analisado e mostra a imagem do tecido mole da região do quadril como a integridade dos ligamentos, tendões músculos e também ossos. Quando a musculatura glútea está tensa e encurtada os sintomas ficam ainda mais intensos.

Classificação da artrose:

A osteoartrose pode ser classificada em 4 graus:

Grau 1: amolecimento com mudança condral significativa. Nessa fase os movimentos da articulação não provocam dor. 

Grau 2 : fissuras da cartilagem que fazem iniciar as rupturas. Essas fissuras são vistas no raio x e uma discreta perda de superfície articular. Nessa fase ocorre discretas limitações no final do movimento articular. 

Grau 3: evolução acelerada, sendo observado no exame uma redução considerável de espaço articular, com modificações do osso subcondral, precedida de osteófitos que iniciam processo de falha de movimento de deslizamento e rolamento do fêmur no acetábulo, notado pela crepitação e atrito. Na fase 3,  pacientes já iniciam o processo de dor quando se movimentam ou quando o profissional tanta fazer o movimento e ainda pode apresentar  modificações posturais no quadril.

Grau 4: Nessa fase, existe dificuldade ao se movimentar, erguer a perna, entrar no carro, facilidade para quedas, entre outros. O exame mostra  a anquilose, destruição da cartilagem e do osso subcondral. A repercussão é notada pelo comprometimento da propriocepção. Essa fase é cirúrgica.

A fisioterapia atua na fase 1,2 e 3, a fase 4 é necessária a intervenção cirúrgica.

Avaliação e tratamento fisioterapêutico

Em geral, o paciente chega até a clínica com o diagnóstico de osteoartrose, mas quando o paciente não tem esse diagnóstico, mas apresenta sinais característicos, precisamos certificar o que está causando a dor. Assim, como o médico, o fisioterapeuta é treinado a testar a articulação e músculos em busca de anormalidades.

O fisioterapeuta realiza movimentos na região do quadril, usa testes como o esfregação consiste em movimentar o osso fêmur no acetábulo, em busca de rigidez, dor, limitação do movimento. Ainda, nota durante o manuseio no movimento de rotação do quadril uma redução de movimentos do quadril com presença de crepitações.

Por fim, o fisioterapeuta realiza o teste de trendelemburg que revela como está o tônus e força muscular do glúteo médio, um músculo que estabiliza o quadril.

Avalia também a integridade dos tecidos moles como fascias que quando aderidas provocam dor em queimação descendo pela perna.

Com a confirmação do diagnóstico inicia-se o tratamento fisioterapêutico.

O tratamento fisioterapêutico visa a redução da dor e melhorar o movimento da articulação, como ganhar espaço articular.

O ganho de espaço pode ser feito por meio de decoaptação articular, uma técnica da terapia manual. Ainda pode ser feito as mobilizações articulares para melhorar o movimento articular e estimular a lubrificação da cartilagem. 

Os  recursos físicos como TENS, ultrassom e ondas curtas e até a crioterapia podem ser associados ao tratamento.

Vale ressaltar que cada aparelho tem indicação e contra-indicação, ainda o paciente pode ter outras doenças e limitações, por isso, cada paciente é avaliado de forma individual e precisa de tratamento individualizado.

Quando o paciente não tem mais dor, ou é pouca, os movimentos da articulação não estão mais limitados deve ser acrescentado ao tratamento o fortalecimento muscular.  Em especial fortalecimento do glúteo médio e músculos que estabilizam o quadril e coluna.

Nessa fase os exercícios de fortalecimento muscular resistidos são necessários além da correção da marcha.

As bandagens funcionais elásticas podem ser utilizadas como estímulo propioceptivo para o músculo glúteo médio e o trato iliotibial, estimulando a isometria ou mesmo a contração isotônica concêntrica.

Se você tem osteoartrose deve fortalecer sua musculatura de forma contínua, os exercícios como o método pilates feito no solo e hidroginástica (feito dentro da água) devem fazer parte da sua rotina.

Faça uma consulta fisioterapêutica na clínica CDM

Leave a Reply

previous
Tem hérnia de disco? Saiba o que pode te ajudar

Notice: Trying to access array offset on value of type bool in /home/storage/a/89/e7/clinicacdm1/public_html/wp-content/themes/celeste/views/prev_next.php on line 36
next
Linfotaping no pós-operatório de cirurgias plásticas